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5º Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal

Evento reuniu coordenadores e membros das equipas de Estações Náuticas, organismos públicos, federações desportivas, empresas e parceiros da Rede, reforçando a importância da cooperação para o desenvolvimento da náutica e do turismo náutico em Portugal.
 
O 5.º Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal, realizado nos dias 13 e 14 de outubro, no Amazónia Jamor Hotel, em Oeiras, reuniu mais de 150 participantes ao longo dos dois dias, numa edição marcada pela forte adesão, pelas salas cheias, pela diversidade de entidades representadas e pelo reforço do compromisso coletivo com o desenvolvimento da náutica e do turismo náutico em Portugal.
Organizado pelo Fórum Oceano, em colaboração com a Estação Náutica de Oeiras/Oeiras Viva, a Entidade Regional de Turismo de Lisboa e o Turismo de Portugal, o Encontro voltou a afirmar-se como um dos principais momentos anuais de reunião, reflexão e partilha entre os membros da Rede das Estações Náuticas de Portugal e os seus parceiros estratégicos.
A edição de 2026 contou com uma expressiva representação institucional, incluindo presidentes e vice-presidentes de câmaras municipais, vereadores, presidentes e dirigentes de entidades regionais de turismo, responsáveis de organismos públicos, representantes de federações desportivas, empresas e associações do setor, evidenciando a crescente relevância da Rede e a sua capacidade de mobilização a nível nacional.
 

UMA REDE EM CRESCIMENTO: TRÊS NOVAS ESTAÇÕES NÁUTICAS CERTIFICADAS

Um dos momentos mais relevantes do Encontro foi a cerimónia pública de certificação de três novas Estações Náuticas, realizada no dia 14 de outubro, que assinalou a integração de novos territórios na Rede: Estação Náutica do Alto Mondego – Gouveia, Estação Náutica da Guarda e Estação Náutica de Santa Comba Dão.
Estas três novas Estações Náuticas, todas localizadas em territórios do interior da Região Centro, refletem o trabalho de dinamização e valorização dos recursos náuticos desenvolvido no âmbito da Estratégia de Eficiência Coletiva (EEC) PROVERE Náutica do Centro de Portugal, que tem desempenhado um papel importante na mobilização dos agentes locais, na criação de parcerias e na estruturação da oferta de turismo náutico nos territórios de águas interiores.
A sua integração na Rede evidencia também o crescente reconhecimento do potencial dos rios, albufeiras e outros recursos hídricos interiores enquanto motores de desenvolvimento turístico, económico e territorial, contribuindo para a diversificação da oferta, a valorização dos recursos endógenos e a dinamização de territórios de menor densidade populacional.
Com estas três certificações, a Rede das Estações Náuticas de Portugal passa a integrar 54 Estações Náuticas certificadas, reforçando a sua abrangência territorial e consolidando um modelo de desenvolvimento assente na valorização dos recursos náuticos, na cooperação entre agentes públicos e privados e na estruturação de uma oferta turística integrada, qualificada e sustentável.
A certificação representa, assim, não apenas o reconhecimento do trabalho desenvolvido por cada território e pelos seus parceiros, mas também mais um passo na afirmação da náutica e do turismo náutico como oportunidades de desenvolvimento para o interior do país.
 

DOIS DIAS DE REFLEXÃO, PARTILHA E DEBATE SOBRE O FUTURO DA NÁUTICA

A sessão de abertura contou com as intervenções de Rui Mourinha, Presidente da Oeiras Viva; Mariana Coelho, Vereadora da Câmara Municipal de Oeiras; Carlos Costa Pina, Presidente do Fórum Oceano; Leonor Picão, Diretora Coordenadora da Direção de Valorização da Oferta no Turismo de Portugal; e Carla Salsinha, Presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa.
"É de referir a importância de democratizar os desportos náuticos em Portugal, assim como o papel fundamental dos Municípios em promover a prática de desportos náuticos junto das gerações mais novas de forma transversal e sem discriminações. A partir da evolução desta dinâmica criam-se condições para desenvolver a economia da náutica de recreio: aumentando a procura a oferta responderá. O Fórum Oceano pretende continuar a contribuir para incentivar e dinamizar a economia deste sector."
Carlos Costa Pina | Presidente do Fórum Oceano
Seguiu-se a sessão “Rede das Estações Náuticas de Portugal: Onde Estamos e Para Onde Vamos”, conduzida por Gisela Sousa, Coordenadora da Rede, e António José Correia, Embaixador da Rede, dedicada ao balanço do trabalho desenvolvido e à reflexão sobre os desafios e prioridades para o futuro.
A inovação e a modernização dos serviços estiveram igualmente em destaque no painel “A Nova Geração de Serviços da Rede das Estações Náuticas de Portugal”, no qual foram apresentados novos instrumentos e soluções, nomeadamente os certificados digitais em blockchain, o serviço de bilhética digital, o Kit Estações Náuticas Ocean Watch e soluções de regeneração ambiental através de recifes artificiais.
Estas ferramentas procuram contribuir para a transformação digital, sustentabilidade e qualificação da oferta disponibilizada pelas Estações Náuticas e pelos seus parceiros.


WORKSHOPS PROMOVERAM DEBATE E IDENTIFICAÇÃO DE DESAFIOS CONCRETOS

A tarde do primeiro dia foi dedicada à realização de quatro workshops temáticos, em sessões paralelas, que proporcionaram momentos de participação ativa, troca de experiências e reflexão conjunta sobre desafios identificados pelos territórios.
Os trabalhos centraram-se em quatro áreas consideradas estratégicas para a evolução da Rede:
  • Da Rede ao Produto: Comunicação, Cross-Selling e Trabalho em Parceria, dedicado à cooperação entre parceiros e à criação de produtos turísticos integrados, contou com os contributos da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte, do PROVERE Náutica do Centro de Portugal e da CESPI – Consultores, que partilharam perspetivas e experiências sobre a valorização da oferta turística e o desenvolvimento de parcerias estratégicas.
  • Águas Interiores: Como Compatibilizar Náutica, Turismo e Ordenamento?, com foco nos desafios associados à utilização e valorização dos recursos hídricos, reuniu a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através da Administração da Região Hidrográfica do Tejo e Oeste, e a Estação Náutica dos Lagos do Sabor, promovendo a reflexão sobre os desafios regulamentares e de ordenamento que se colocam aos territórios de águas interiores.
  • Monitorização das Estações Náuticas: O que Medir e Como?, centrado na avaliação de resultados e na definição de indicadores de acompanhamento, contou com a participação do Turismo de Portugal, da Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE) e da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Politécnico do Porto, reforçando a importância da monitorização enquanto instrumento de gestão, avaliação e melhoria contínua da Rede.
  • Segurança na Náutica: Como Prevenir e Estar Preparado?, dedicado à prevenção, preparação e segurança nas atividades náuticas, reuniu representantes da AIFE Liferaft, Lindley, Blue Equipments e ACAP/APICAN, que contribuíram com conhecimento técnico e experiência para a reflexão sobre boas práticas, equipamentos e procedimentos de segurança no setor.
A participação destas entidades, provenientes de diferentes áreas de atuação, foi fundamental para enriquecer o debate, aproximar diferentes perspetivas e promover uma reflexão conjunta sobre os principais desafios e oportunidades da Rede.
Mais do que espaços de apresentação, os workshops constituíram momentos de trabalho colaborativo, dando voz aos agentes que diariamente desenvolvem a sua atividade nos territórios e contribuindo para a identificação de necessidades, oportunidades de melhoria e possíveis soluções conjuntas.
 

 DESPORTO NÁUTICO E TURISMO REGIONAL EM DESTAQUE NO SEGUNDO DIA

O segundo dia iniciou-se com uma apresentação dedicada ao Caminho Português de Santiago à Vela 2026, pela Associação Nacional de Cruzeiros, uma iniciativa que alia náutica, património, cultura e espiritualidade, valorizando a ligação entre os territórios costeiros portugueses e o percurso de peregrinação a Santiago de Compostela.
O programa incluiu ainda a apresentação da Estação Náutica de Oeiras, por Jorge Rebocho, Diretor da Marina de Oeiras.
Na mesa-redonda “Vozes do Desporto Náutico em Portugal”, representantes da Federação Portuguesa de Canoagem, Federação Portuguesa de Surf, Federação Portuguesa de Vela e Associação Portuguesa de Técnicos de Natação debateram o contributo das modalidades náuticas para o desenvolvimento dos territórios, a promoção da prática desportiva e a criação de sinergias com o turismo.
Moderada pelo jornalista da SIC Miguel Torrão, esta sessão reforçou a importância de uma maior articulação entre o movimento desportivo e a Rede das Estações Náuticas de Portugal.
Seguiu-se a mesa-redonda “Entidades Regionais de Turismo: Uma Visão Comum para o Turismo Náutico”, que reuniu Anabela Freitas, Vice-Presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal; Carla Salsinha, Presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa; José Santos, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo; e Fátima Catarina, Vice-Presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve.
Moderado por António Marques Vidal, Presidente da APECATE, o debate destacou a importância da articulação entre as diferentes regiões, da promoção integrada do turismo náutico e do papel das Estações Náuticas na estruturação de experiências turísticas diferenciadoras.
 

REGIÃO DE COIMBRA E TURISMO DO CENTRO DE PORTUGAL ASSOCIADOS Á PRÓXIMA EDIÇÃO

Outro momento de destaque foi o anúncio das entidades anfitriãs do 6.º Encontro da Rede das Estações Náuticas de Portugal, previsto para 2027, que terá lugar na Região Centro.
O anúncio contou com a participação de Anabela Freitas, Vice-Presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, e Joana Guedes, Coordenadora da Estação Náutica da Região de Coimbra, assinalando a continuidade desta iniciativa e a importância da rotatividade territorial na realização dos encontros da Rede.

COMPROMISSO INSTITUCIONAL COM O FUTURO DA REDE

A sessão de encerramento contou com uma intervenção, por vídeo, de Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, e com as intervenções de Gonçalo Faria, Secretário-Geral do Fórum Oceano, e Carla Salsinha, Presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa.
“A Rede das Estações Náuticas faz parte de um cluster que deve funcionar, cada vez mais, numa lógica colaborativa. É aí que está a verdadeira riqueza do Fórum Oceano: na colaboração entre fileiras que podem parecer distantes, mas que partilham o mesmo recurso, o mesmo território e muitas vezes os mesmos desafios. O turismo náutico tem muito a ganhar com o conhecimento, a tecnologia e a capacidade empresarial das outras áreas da economia azul, e tem também muito para lhes dar.”
Gonçalo Faria | Secretário-Geral do Fórum Oceano
O 5.º Encontro voltou a demonstrar que a Rede das Estações Náuticas de Portugal constitui muito mais do que um conjunto de territórios certificados. Representa uma plataforma de cooperação entre municípios, comunidades intermunicipais, empresas, associações, entidades do turismo, federações desportivas e outros agentes, unidos pelo objetivo de valorizar os recursos náuticos nacionais e promover o desenvolvimento sustentável dos territórios.
Com mais de 150 participantes, uma forte presença institucional, quatro workshops, várias sessões de debate e três novas certificações, a edição de Oeiras reforçou o dinamismo e a capacidade de mobilização de uma Rede que continua a crescer, a consolidar-se e a afirmar a náutica como um ativo estratégico para Portugal.
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